Depol de Lavras integra força-tarefa que bloqueou R$ 1,3 bilhão em bens de investigados
- 26/03/2026
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Depol de Lavras integra força-tarefa que bloqueou R$ 1,3 bilhão em bens de investigadosDelegado regional Tiago Veiga Ludwig, comandou uma parte da operação em Minas Gerais Delegado regional Tiago Veiga Ludwig, comandou uma parte da operação em Minas Gerais O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG) deflagrou, na manhã de hoje, quarta-feira, dia 25 de março, a Operação Casa de Farinha. A ação visa desmantelar uma organização criminosa envolvida em um complexo esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e graves delitos contra a saúde pública no setor de suplementos alimentares e produtos encapsulados.
As investigações revelaram que o grupo utilizava estratégias sofisticadas para burlar o fisco. Entre as manobras, estava a manipulação do fato gerador para sonegação de ICMS e o uso indevido da imunidade tributária concedida a e-books para encobrir a venda de produtos físicos. Estima-se que o prejuízo direto ao Estado de Minas Gerais supere os R$ 100 milhões.
Para além do rombo financeiro, o esquema lesava diretamente o consumidor. Indícios apontam que os suplementos eram fabricados sem os princípios ativos anunciados nos rótulos, em total desobediência às normas da Vigilância Sanitária, além de estar ignorando interdições cautelares e sem registro oficial.
A operação mobilizou um expressivo contingente de forças de segurança e fiscalização. Ao todo, participaram 7 promotores de Justiça, 68 auditores da Receita Estadual, 26 policiais militares e 8 bombeiros, além de agentes da Anvisa e da Vigilância Sanitária.
Um ponto de destaque foi a participação da Polícia Civil, que contou com 5 delegados - incluindo o Delegado Regional de Lavras, Tiago Veiga Ludwig - e 73 policiais civis, sendo muitos deles integrantes da 1ª Delegacia Regional de Lavras.
As equipes cumpriram 2 mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em cidades de Minas Gerais (Arcos, Campo Belo e Lagoa da Prata) e em Caldas Novas (Goiás). Os alvos foram sedes de empresas e residências de empresários suspeitos.
Durante as diligências, foram apreendidos documentos, celulares e aparelhos eletrônicos que servirão como prova para a investigação. Além disso, a Justiça deferiu a indisponibilidade de bens móveis e imóveis e o bloqueio de mais de R$ 1,3 bilhão nas contas dos investigados.
O nome "Casa de Farinha" é uma referência satírica a uma fábrica retratada em uma novela de exibição nacional - Três Graças, da Rede Globo - cujas situações de irregularidade e fachada assemelham-se ao que foi apurado pelos investigadores no mundo real.








